Carnaval é uma festa que se originou na Grécia em
meados dos anos 600 a 520 a.C..
Através dessa festa os gregos realizavam
seus cultos em agradecimento aos deuses pela fertilidade do solo e pela produção.
Passou a ser uma comemoração adotada pela Igreja Católica em 590 d.C..[1]
O período do carnaval era marcado pelo "adeus à carne"
ou do latim "carne vale" dando origem ao termo "carnaval".
Durante o período do carnaval
havia uma grande concentração de festejos populares.
Cada cidade brincava a seu modo, de acordo com seus costumes.
O carnaval moderno, feito de desfiles e fantasias,
A cidade de Paris foi o principal modelo exportador da
festa carnavalesca para o mundo.
O carnaval é um exemplo real da sobrevivência do paganismo,
com todos os seus elementos presentes.
É a explicita manifestação das obras da carne:
adultério, prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria,
inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões,
heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias,
e coisas semelhantes. O apóstolo Paulo declara
inequivocamente que os que cometem tais coisas
não herdarão o reino de Deus (Gl 5.19-21).

Posição da igreja evangélica no período do carnaval
Como pudemos observar, o carnaval tem sua origem
em rituais pagãos de adoração a deuses falsos. Trata-se,
por isso, de uma manifestação popular eivada de obras da carne,
condenadas claramente pelas Sagradas Escrituras. Seja no Egito,
Grécia ou Roma antiga, onde se cultua, respectivamente,
os deuses Osíris, Baco ou Saturno, ou hoje em São Paulo,
Recife, Porto Alegre ou Rio de Janeiro,
sempre notaremos bebedeiras desenfreadas,
danças sensuais, música lasciva, nudez, liberdade sexual e
falta de compromisso com as autoridades civis e religiosas.
Entretanto, não podemos também deixar de abordar os
chamados benefícios do carnaval ao país,
tais como geração de empregos, entrada de recursos
financeiros do exterior através do turismo,
aumento das vendas no comércio, entre outros.
Traçando o perfil do século XXI, não é possível
isentar a igreja evangélica deste momento histórico.
Então, qual deve ser a posição do cristão diante do carnaval?
Devemos sair de cena para um retiro espiritual,
conforme o costume de muitas igrejas,
a fim de não sermos participantes com eles (Ef.5.7)?
Devemos, por outro lado, ficar aqui e aproveitarmos
a oportunidade para a evangelização?
Ou isso não vale a pena porque, especialmente neste período,
o deus deste século lhes cegou o entendimento (2 Co.4.4) ?
Creio que a resposta cabe a cada um. Mas, por outro lado,
a personalidade da igreja nasce de princípios estreitamente
ligados ao seu propósito: fazer conhecido ao mundo
um Deus que, dentre muitos atributos, é Santo.
Há quem justifique como estratégia evangelística
a participação efetiva na festa do carnaval, desfilando
com carros alegóricos e blocos evangélicos,
o que não deixa de ser associação a profanação.
Pergunta-se, então: será que deveríamos freqüentar boates gays,
sessões espíritas e casas de massagem,
a fim de conhecer melhor a ação do diabo e investir contra elas?
Ou deveríamos traçar estratégias melhores de evangelismo?
No carnaval de hoje, são poucas as diferenças das
festas que o originaram, continuamos vendo imoralidade,
música lasciva, promiscuidade sexual e bebedeiras.
José Carlos Sebe, no livro Carnaval de Carnavais,
página 16, descreve, segundo George Dúmezil (estudioso das tradições mitológicas):
O carnaval deve ser considerado sagrado,
porque é a negação da rotina diária.
Ou seja, é uma oportunidade única para extravasar
os desejos da carne, e dentro deste contexto festivo,
isto é sagrado, em nada pervertido. Na página 17,
o mesmo autor descreve: Beber era um recurso
lógico para a liberação pessoal e coletiva.
A alteração da rotina diária exigia que além da variação alimentar,
também o disfarce acompanhasse as transformações.
Observe ainda o que diz Manuel Gutiérez Estéves:
No passado, faziam-se nos povoados, mas sobretudo nas cidades,
diversos tipos de reuniões em que todos os
participantes aparentavam algo diferente daquilo que,
na realidade, eram. A pregação eclesiástica inseriu
na mensagem estereotipada do carnaval a combinação
extremada da luxúria com a gula. Não falta, sem dúvida,
fundamento para isto.
Como cristãos, não podemos concordar
e muito menos participar de tal comemoração,
que vai contra os princípios claros da Palavra de Deus:
Porque os que são segundo a carne inclinam-se
para as coisas da carne; mas os que são
segundo o Espírito para as coisas do Espírito (Rm 8.5-8).
Porque fostes comprados por bom preço; glorificai,
pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito,
os quais pertencem a Deus (1 Co 6.20).
A igreja jamais pode ser omissa quanto a esse assunto.
O cristão deve ser sábio ao tomar sua decisão,
sabendo que: Em que noutro tempo andastes segundo
o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar,
do espírito que agora opera nos filhos da desobediência.
Entre os quais todos nós andávamos nos desejos
da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos;
e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também.
Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia,
pelo seu muito amor com que nos amou,
estando nós ainda mortos em nossas ofensas,
nos vivificou juntamente com Cristo
(pela graça sois salvos), e nos
ressuscitou juntamente com ele e
nos fez assentar nos lugares celestiais,
em Cristo Jesus (Ef 2.2-6).