PÁGINAS

DEUS FEZ A FAMÍLIA A PARTIR DO HOMEM E DA MULHER

GENESIS 2 : 20 E Adão pôs os nomes a todo o gado, e às aves dos céus, e a todo o animal do campo; mas para o homem não se achava ajudadora idônea.
21 Então o SENHOR Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma das suas costelas, e cerrou a carne em seu lugar;
22 E da costela que o SENHOR Deus tomou do homem, formou uma mulher, e trouxe-a a Adão.
23 E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; esta será chamada mulher, porquanto do homem foi tomada.
24 Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

1 parte- Deidade- Livro: A Exigências de Deus de C.H.Spurgeon


I
NO QUE SE BASEIAM AS
EXIGÊNCIAS DE DEUS?

1. Sua deidade
As exigências (reivindicações) de Deus baseiam-se, primeiramente, na Sua deidade. "Sabei que o Senhor é Deus." Como Matthew Henry disse tão apropriadamente, a ignorância não gera a devoção, porém a ignorância gera a superstição. O verdadeiro conhecimento gera e faz crescer a piedade. Realmente conhecer a deidade de Deus e entender o que significa dizer que Ele é Deus, é ter imprimido sobre nossa alma o mais forte argumento para a obediência e o louvor.
A deidade deu autoridade à primeira lei que foi decretada quando Deus proibiu ao homem tocar no fruto de certa árvore. Por que Adão não podia colher o fruto? Simples e unicamente porque Deus o proibiu de fazê-lo. Se Deus tivesse permitido, teria sido lícito; todavia a proibição de Deus fez com que fosse pecado comer o fruto. Deus não deu nenhuma razão para Adão ao dizer: "porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás". Seu mandamento, desde que Ele era Deus, era a suprema razão, e ter duvidado de Seu direito de decretar a lei teria sido em si plena rebelião. Deus deveria ter sido obedecido simplesmente porque Ele era Deus. Era um caso onde a introdução de um argumento teria implicado indisposição da parte do homem para obedecer. Adão não poderia desejar mais do que saber que tal e tal coisa era a vontade de Deus. Essa mesma verdade da deidade é a base autoritária da lei moral dos dez mandamentos. Do Sinai, não houve outra reivindicação para obediência senão esta: "Eu sou o Senhor teu Deus que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão". Nessa palavra, "Deus", compreendem-se as razões mais altas, mais importantes e mais justas para o homem render-se totalmente ao serviço divino. Visto que o Senhor é Deus deveríamos servir-Lhe com alegria, e apresentar-nos a Ele com canto.
Foi nessa questão que Deus testou Faraó, e Faraó pode ser visto como uma espécie de representante de todos os inimigos do Senhor. "Assim diz o Senhor Deus de Israel: deixa ir meu povo." Não foi dada nenhuma razão, nenhum argumento, mas simplesmente isto: "Assim diz o Senhor"; ao qual Faraó, entendendo perfeitamente o fundamento sobre o qual Deus estava agindo, respondeu: "Quem é o Senhor, cuja voz eu ouvirei?". Então enfrentaram-se um ao outro, Jeová dizendo: "Assim diz o Senhor Deus de Israel: deixa ir meu povo", e Faraó respondendo: "Não conheço o Senhor, nem tão pouco deixarei ir Israel". Sabem como terminou essa refrega. Aquele cântico de Israel ao lado do Mar Vermelho, quando o Senhor dos Exércitos triunfou gloriosamente, foi uma profecia da vitória que certamente será de Deus em todos os conflitos com Suas criaturas, nos quais Seu eterno poder e Sua deidade são assediados.
O argumento derivado da deidade não tem sido usado somente com rebeldes arrogantes mas também com questionadores e argu-mentadores. Observem como fala Paulo. Ele confronta a penosa questão da predestinação, questão que nenhum de nós jamais compreenderá, questão sobre a qual é melhor acreditar do que argüir, e ele topa com isto: "Se tudo acontece como Deus ordena "por que se queixa ele ainda? Porquanto, quem resiste à sua vontade?" O apóstolo responde simplesmente: "Mas, ó homem, quem és tu, que a Deus replicas?". Não pode haver réplica contra Deus. Se é da Sua vontade, então que assim seja. E certo, é bom porque assim Ele decreta. Ele é Deus? Submetam-se. Se não houvesse nenhum outro argumento, nenhuma outra razão, deixem que a deidade os convença.
Ateus, em períodos de tempestade e tumulto, têm encontrado pouca ajuda na sua filosofia; como Faraó, estiveram prontos a clamar: "Rogai ao Senhor". No entanto, a oscilação da terra, ou o céu em chamas, que significa isso? O toque de Seu dedo e o relance de Seu olho fariam muito mais. Ele toca as colinas, e elas entram em chamas, mas quanto a Ele mesmo, quem poderá entendê-10? Adoremos Sua majestade irresistível, e curvemo-nos diante dEle, pois o Senhor é Deus.
( postado por Pr Marcos Caldeira, IG, PRESBITERIANA RENOVADA-São jorge do ivaí-pr)



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